A compra de milhares de livros usados por empresas intermediárias, num movimento que está a levantar suspeitas sobre o seu eventual destino para o treino de inteligência artificial (IA), desencadeou uma polémica internacional.  No centro das atenções está a canadiana Zoom Books, embora não existam provas de que a empresa esteja, de facto, envolvida na destruição de exemplares. Já a utilização de livros físicos para alimentar modelos de IA, através de processos que implicam a sua destruição, está documentada. Perante esta realidade, o European Writers’ Council (EWC) apelou à intervenção das instituições europeias, alertando para as consequências sobre os direitos de autor e a preservação do património literário.

A possibilidade de rever as regras de gratuitidade dos manuais escolares voltou à discussão depois de o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, admitir que o acesso aos livros poderá vir a ser repensado para aproximar as condições existentes entre alunos do ensino público e privado. “Devia ser igual para todos”, afirmou o governante em declarações divulgadas pela CNN Portugal.