Um edifício residencial de três andares e 12 apartamentos foi concluído em França recorrendo à impressão 3D em betão, estabelecendo um novo marco para a construção aditiva na Europa.

O projeto, denominado ViliaSprint2, é apontado como o maior edifício habitacional impresso em 3D do continente em termos de área útil.

Desenvolvido pela operadora francesa de habitação social Plurial Novilia, o edifício teve a sua estrutura impressa diretamente no local em apenas 34 dias, utilizando tecnologia de extrusão de betão camada a camada. A solução permite automatizar a construção das paredes estruturais através de uma mistura de cimento especialmente formulada, reduzindo tempos de execução e a necessidade de mão de obra no terreno.

O projeto sucede a uma primeira experiência realizada em 2021, mas representa um avanço significativo ao demonstrar a viabilidade da tecnologia em edifícios multifamiliares de vários pisos. Apesar disso, sistemas como canalização, instalações elétricas, isolamento e acabamentos continuam a exigir métodos de construção convencionais.

A impressão 3D em betão enfrenta ainda desafios técnicos e regulamentares, incluindo a certificação estrutural, a resistência entre camadas impressas e a integração de sistemas de reforço. Além disso, os elevados custos dos equipamentos e a falta de regulamentação específica em muitos mercados continuam a limitar uma adoção mais rápida.