O BPI já colocou em prática todas as medidas públicas previstas no decreto‑lei 31‑B e avançou com apoios próprios destinados a aliviar a tesouraria das empresas afetadas pelas tempestades que levaram à declaração de emergência ou calamidade em vários municípios desde janeiro de 2026.
O banco afirma que o objetivo é reduzir a pressão imediata sobre a atividade económica num contexto de danos excecionais.
Entre as medidas dirigidas ao tecido empresarial, o BPI disponibiliza moratórias de crédito para todas as empresas elegíveis segundo os critérios definidos pelo Estado. Estas moratórias permitem suspender temporariamente pagamentos, aliviando a pressão financeira sobre negócios que enfrentam quebras de atividade ou custos acrescidos devido aos efeitos das intempéries.
O banco está igualmente a operacionalizar as Linhas de Garantia BPF anunciadas a 1 de fevereiro, que incluem uma linha de tesouraria de 500 milhões de euros para financiamento de curto prazo e uma linha de investimento de 1.000 milhões de euros para apoio a projetos de médio e longo prazo. Estas linhas pretendem assegurar liquidez imediata e apoiar a recuperação das operações empresariais.
O BPI decidiu ainda isentar totalmente as comissões associadas à abertura de novas contas‑corrente até à primeira renovação, válida por um período até um ano, para empresas que declarem danos causados pelas tempestades nas zonas afetadas. A instituição sublinha que estas medidas extraordinárias procuram responder a necessidades urgentes e mitigar impactos operacionais e económicos.
Paralelamente, o BPI e a Fundação ”la Caixa” anunciaram um apoio adicional de 2 milhões de euros para 2026, destinado a instituições sociais nos distritos mais afetados, através do programa Iniciativa Social Descentralizada. Embora este apoio seja dirigido ao setor social, o banco refere que a recuperação das comunidades é essencial para a retoma da atividade económica local.
Toda a informação sobre as medidas para empresas está disponível no site do BPI.