A Xerox registou receitas de cerca de 1,67 mil milhões de euros no segundo trimestre de 2026, um aumento de 22% em termos homólogos, ou de 21,2% a taxas de câmbio constantes. Numa base pro forma, que permite comparar os resultados considerando a atual estrutura do grupo, as receitas diminuíram 6,5%.

A empresa encerrou o trimestre com um resultado líquido de aproximadamente 11,3 milhões de euros, equivalente a 0,06 euros por ação. Este desempenho representa uma melhoria homóloga próxima de 103,7 milhões de euros, ou de 0,82 euros por ação.

O resultado líquido ajustado atingiu cerca de 47,9 milhões de euros, ou 0,33 euros por ação, traduzindo uma melhoria de aproximadamente 115 milhões de euros face ao segundo trimestre de 2025.

O resultado operacional ajustado aumentou cerca de 125,5 milhões de euros, para 176,9 milhões de euros, enquanto a margem operacional ajustada subiu 6,9 pontos percentuais, fixando-se em 10,6%.

Os indicadores de rentabilidade do trimestre incluem um benefício antes de impostos de aproximadamente 91,5 milhões de euros, associado ao reconhecimento de montantes a receber relacionados com tarifas aplicadas ao abrigo da International Emergency Economic Powers Act, legislação norte-americana conhecida pela sigla IEEPA.

Este benefício não foi incluído no fluxo de caixa operacional nem no fluxo de caixa livre, uma vez que a venda dos respetivos créditos é atualmente contabilizada nas atividades de financiamento.

A Xerox gerou um fluxo de caixa operacional de cerca de 32,2 milhões de euros, uma melhoria homóloga próxima de 41,8 milhões de euros. O fluxo de caixa livre foi positivo em aproximadamente 9,6 milhões de euros, mais 35,7 milhões do que no segundo trimestre de 2025.

Os resultados mostram uma recuperação dos indicadores de rentabilidade e de geração de caixa, embora a evolução negativa das receitas em termos pro forma revele a continuidade da pressão sobre a atividade comparável do grupo.