A utilização da inteligência artificial (IA) em ciberataques está a aumentar as preocupações das empresas com a segurança da informação.

De acordo com o estudo Print Security Landscape 2026, da consultora Quocirca, 54% dos responsáveis de tecnologias de informação inquiridos receiam que a IA seja utilizada para desenvolver ameaças mais sofisticadas e difíceis de detetar, uma percentagem que aumentou face aos 40% registados em 2025.

Os resultados, divulgados pela Konica Minolta no âmbito do Mês Europeu da Cibersegurança, mostram também que os sistemas de impressão continuam a representar uma vulnerabilidade frequentemente subestimada nas organizações.

O estudo, realizado junto de 400 decisores de TI de empresas em França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, revela que cerca de 80% das organizações continuam a depender fortemente da impressão. No entanto, apenas 31% consideram a infraestrutura de impressão um risco significativo para a segurança da informação.

A perceção contrasta com os incidentes reportados. No último ano, 67% das organizações inquiridas registaram pelo menos uma situação de perda de dados relacionada com a impressão, contra 56% em 2025. Entre as pequenas e médias empresas, a percentagem atingiu 71%, enquanto 43% dos participantes afirmaram ter enfrentado vários incidentes de segurança.

Os ciberataques potenciados pela inteligência artificial surgem como a principal preocupação específica dos responsáveis de TI relativamente aos ambientes de impressão, identificados por 31% dos inquiridos. Seguem-se as vulnerabilidades de firmware e hardware, referidas por 29%.

A Quocirca chama ainda a atenção para os riscos associados à utilização de equipamentos de diferentes fabricantes. Nestes ambientes, a diversidade de configurações, ferramentas de gestão e ciclos de atualização pode dificultar a aplicação de políticas de segurança consistentes.

“A inteligência artificial está a transformar a forma como as empresas trabalham, mas também a complexidade dos desafios que enfrentam na proteção da informação. Num contexto em que os documentos e os dados circulam entre diferentes dispositivos, plataformas e localizações, a cibersegurança não pode depender de medidas isoladas ou pontuais. Exige uma abordagem preventiva, uma gestão contínua e a integração da segurança em toda a infraestrutura tecnológica. É essa visão que orienta a nossa estratégia e o desenvolvimento de soluções que ajudam os clientes a proteger a informação e a acompanhar a evolução dos seus negócios”, afirma Jorge Ferreira, diretor de Marketing da Konica Minolta Portugal e Espanha.

O estudo revela igualmente uma relação entre o investimento em segurança e a redução dos incidentes. Entre as empresas com medidas de proteção mais desenvolvidas, 56% reportaram perdas de dados associadas à impressão, uma percentagem que sobe para 73% nas organizações com níveis de proteção menos avançados.

A Konica Minolta foi, pelo quinto ano consecutivo, incluída na categoria de Líderes da avaliação Print Security Vendor Landscape 2026, da Quocirca. A consultora destacou a certificação independente de segurança dos equipamentos, a gestão centralizada através da cloud e a integração com os serviços de impressão da Microsoft.

Entre as tecnologias analisadas estão os equipamentos bizhub i-Series e a plataforma Shield Guard, que permite gerir políticas de segurança, acompanhar o cumprimento dos requisitos definidos e identificar alterações nas configurações dos dispositivos. A solução inclui ainda funcionalidades de monitorização e atualização remota.

A integração com o Microsoft Universal Print permite, por sua vez, gerir a impressão através de serviços na cloud, com mecanismos de autenticação e controlo de acesso aos documentos.