A 96.ª edição da Feira do Livro de Lisboa encerrou com cerca de 870 mil visitantes, segundo dados do Painel de Mobilidade IPSOS APEME 2026.
Realizado ao longo de 19 dias no Parque Eduardo VII, o evento reuniu 128 participantes, 350 pavilhões e mais de 900 chancelas editoriais.
A programação incluiu mais de 3300 iniciativas, entre cerca de 2100 sessões de autógrafos, mais de 600 apresentações e lançamentos de livros, debates, encontros com autores, atividades para famílias, concertos, sessões de cinema e ações promovidas pelos participantes.
A edição de 2026 introduziu novas propostas dirigidas ao público, incluindo o ciclo de cinema ao ar livre “Cine Sábado”, cujas três sessões esgotaram a lotação disponível, e as sessões de “silent listening”, dedicadas à escuta de obras literárias em formato áudio.
A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) refere que os dados de mobilidade registaram também um aumento de 50% na presença de crianças até aos 12 anos, face à edição anterior.
“Os resultados desta edição demonstram a vitalidade da Feira do Livro de Lisboa e a sua capacidade de continuar a atrair públicos cada vez mais diversos, incluindo um número crescente de crianças e jovens”, afirmou Miguel Pauseiro, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
O responsável sublinhou que o impacto do evento deve prolongar-se para além dos dias de realização da Feira. “Queremos que a energia, a curiosidade e a vontade de ler que se vivem no Parque Eduardo VII se espalhem pelas livrarias, bibliotecas, escolas e casas dos portugueses, contribuindo para que mais pessoas leiam mais e durante todo o ano. Esse é o maior legado que a Feira pode deixar”, acrescentou.
A presença digital da Feira acompanhou a afluência registada no recinto. O site oficial ultrapassou 3,3 milhões de visualizações durante o período do evento, face aos cerca de três milhões registados em 2025. O número de utilizadores únicos subiu de 179 mil para 212 mil.
Nas redes sociais, os conteúdos associados à Feira do Livro de Lisboa alcançaram 12,4 milhões de visualizações entre março e junho de 2026, quase o dobro das 6,5 milhões contabilizadas no mesmo período do ano anterior.
O balanço recolhido junto de editoras e livrarias participantes aponta igualmente para uma evolução positiva das vendas. A maioria dos participantes reportou crescimentos entre 5% e 10% face à edição anterior. Vários participantes identificaram ainda o dia 4 de junho, feriado nacional, como o melhor dia de vendas da história recente do evento.
A organização destacou também a renovação do Espaço dos Pequenos Editores, a reorganização do recinto para reforçar a proximidade temática entre participantes, a aposta na acessibilidade e a introdução de novos serviços para visitantes.
A próxima edição da Feira do Livro de Lisboa está prevista para 2027, novamente no Parque Eduardo VII.