A Lusíadas Saúde assinalou o Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado a 10 de outubro, com a instalação artística “Sinais Invisíveis”, um projeto que reúne cinco artistas portugueses para representar, através de objetos do quotidiano, manifestações de mal-estar psicológico que muitas vezes passam despercebidas.

Edis One, Sofia Alves, Pariz One, Ojê (Tomás Pires) e OBSERV  reinterpretaram cinco objetos: uma almofada, um telemóvel, um computador portátil, uma garrafa e um espelho. Cada peça está associada a um testemunho e a uma explicação clínica que procura ajudar a identificar comportamentos que podem constituir sinais de alerta.

Entre as experiências retratadas encontram-se situações como dormir dez horas e acordar com uma sensação persistente de cansaço, passar demasiado tempo nas redes sociais, sentir-se incapaz de responder a mensagens e emails, aumentar progressivamente o consumo de álcool ou aparentar bem-estar perante os outros quando a realidade é diferente.

A instalação, que tem como ponto de partida o Hospital Lusíadas Alfragide e deverá passar posteriormente por outras unidades do grupo, procura aproximar a arte da literacia em saúde mental. Cada objeto integra um código QR que permite aceder à plataforma digital “Sinais de alerta”, com informação sobre os comportamentos a observar e orientações sobre quando procurar ajuda.

«A saúde mental exige a mesma atenção que dedicamos à saúde física. Reconhecer os sinais, falar sobre o que estamos a sentir e procurar ajuda é essencial para cuidarmos de nós e dos outros. Com esta iniciativa, queremos contribuir para uma maior consciência sobre sinais que muitas vezes passam despercebidos e reforçar uma cultura de prevenção, em que cuidar significa também estar atento e agir atempadamente», afirma Eduarda Reis, Chief Medical Officer do Grupo Lusíadas Saúde.

Desenvolvido no âmbito do Mês da Saúde Mental, o projeto acompanha o tema internacional de 2026, “Lived Experiences Heard: Real Voices, Real Change”, que coloca as experiências vividas no centro da sensibilização para a saúde mental.

Ao utilizar objetos familiares como suporte de expressão artística, a instalação procura tornar mais visíveis situações frequentemente desvalorizadas no quotidiano, incentivando o reconhecimento precoce de alterações de comportamento e a procura de acompanhamento adequado.